Abertura
LemonShot

Um

Eis o primeiro número da Lemon Shot. Pontos fortes desta edição: as fotografias da Lesboa Party, assinadas por José Pedro Tomaz, a crónica de António Almada Guerra sobre a noite gay lisboeta e a notícia sobre a exposição de Jesper Just na Gulbenkian.

 

Como se escreveu aqui na edição zero, publicada em Setembro, o nosso objectivo é o de publicar todos os meses uma "newsletter" de temática "queer", focada na realidade portuguesa, pluralista e independente de grupos de interesses, quaisquer que sejam. É isso que estamos a fazer. Devagar, sem pretensiosismo, de forma simples.


Bruno Horta

 

 

Saiba mais sobre a Lemon Shot »

 

Ficha Técnica + Contactos »

 

Sugestões + Comentários »

Abertura
Lesboa Party

A festa feminina a que todos gostam de ir

 

Começa a ser um hábito: quatro vezes por ano, há Lesboa, uma festa muito procurada por lésbicas, mas onde cabe toda a espécie de pessoas – quase tão abrangente como o Arraial Pride, organizado todos os anos em Lisboa pela associação ILGA Portugal.

 

A última Lesboa foi a 2 de Outubro, no Pavilhão de Exposições do Instituto Superior de Agronomia (ISA), em Lisboa, e assinalou os três anos de vida da festa – cuja primeira edição se realizou em Setembro de 2006, na Gare Marítima de Alcântara.

 

As fotos são de José Pedro Tomaz.

 

Abertura

 

Associação critica apoio de Israel ao Queer Lisboa

LemonShot

Foi com “estranheza” que a associação LGBT Panteras Rosa viu a edição deste ano do festival de cinema Queer Lisboa ser apoiada pela embaixada de Israel em Portugal. Num texto publicado no blogue da associação, os dirigentes João Louçã e Sérgio Vitorino consideram aquela parceira “errada e contrária aos objectivos do festival”. Pedem à direcção do Queer que “reconsidere a atitude” no próximo ano. Em causa, segundo a Panteras Rosa, está o facto de Israel ser um estado onde “grassa a mais violenta homofobia” e ter um “governo de extrema-direita”, cujos membros “manifestaram a sua total falta de respeito pela população LGBT”.

 

A Lemon Shot contactou o director do Queer, João Ferreira, e a responsável pela secção cultural da embaixada de Israel, Maria João Câmara. Nenhum dos dois quis comentar.

 

O Queer Lisboa 2009 decorreu no cinema São Jorge, em Lisboa, entre 18 e 26 de Setembro.

 

Saber mais »

Marc Jacobs em Lisboa

LemonShot

Fica no Largo de São Carlos, em Lisboa, num edifício onde nasceu Fernando Pessoa. É a primeira loja da marca Marc Jacobs em Portugal e foi inaugurada no início do mês.

 

A área total é de 150 metros quadrados e nela estão à venda colecções de pronto-a-vestir de homem e mulher da linha "Marc, by Marc Jacobs". Trata-se de um franchising da marca, assegurado pela Loja das Meias.

 

Em todo o mundo, lê-se no comunicado de imprensa, existem 190 lojas da marca. Além de responsável pela sua etiqueta, Marc Jacobs, de 46 anos, é director artístico da Louis Vuitton.

 

PCP reabilita Júlio Fogaça

LemonShot

Júlio Fogaça foi expulso do Partido Comunista Português (PCP) “por motivos internos de prática política e não por causa da sua orientação sexual”, afirmou o candidato da CDU à Câmara Municipal de Lisboa Carlos Moura, durante um debate no Centro Comunitário da associação ILGA Portugal, dias antes das eleições autárquicas de 11 de Outubro.

 

Debatia-se as políticas municipais a favor das pessoas LGBT e Carlos Moura quis demonstrar que “a questão gay sempre esteve presente na história do PCP” e que o partido nunca lidou mal com ela. Júlio Fogaça (1907-1980), destacado dirigente do PCP, foi expulso do partido em 1961 depois de ter sido surpreendido pela polícia política numa pensão na Nazaré ao lado de outro homem. Num artigo publicado em 2000 no jornal "Público", a jornalista São José Almeida citava documentos que provam que a homossexualidade foi a verdadeira razão para a expulsão de Fogaça do PCP.

 

Casamento gay em Alcobaça

O Movimento Pela Igualdade, que defende o casamento entre pessoas do mesmo sexo e é composto por várias associações LGBT portuguesas, promove este mês em Alcobaça uma sessão pública de esclarecimento, anunciou a associação ILGA Portugal.

 

A sessão terá lugar a 31 de Outubro (um sábado), às 15h00, no auditório da Biblioteca Municipal. Estarão presentes o deputado do PS Miguel Vale de Almeida e o comentador de política Pedro Marques Lopes.

 

Objectos de António Variações vão a leilão em Lisboa

HBO

Dia 12 de Novembro é a data agendada para o leilão de objectos pessoais do cantor António Variações.

 

O leilão terá lugar no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, e será transmitido em directo no 'site' oficial da leiloeira P4. Cartas, letras de músicas, gravações em cassete, bonecos, acessórios de moda, roupas, posters, fotografias – são alguns dos objectos em causa.

 

Um dos mais caros é uma escultura que foi utilizada no teledisco do tema "O Corpo É Que Paga". Tem uma base de licitação de 500 euros.


Ver catálogo completo »

LifeStyle

Livros

"Christophe", de Brian Clarke

LemonShot

”Um tributo às formas masculinas” – assim define a editora este pequeno livro, em formato de bolso, publicado este mês.

 

"Christophe" inclui colagens, aguarelas, fotografias e desenhos homoeróticos da autoria de Brian Clarke, artista britânico e professor de arquitectura University College de Londres. Parece haver apenas dois homens representados neste livro e um deles é Cristophe Dejean, donde o título.

 

Algumas composições fazem lembrar as de "O Livro Branco", que Jean Cocteau publicou nos anos 20 (a edição portuguesa é de 1985).


(ed. Steidl; 12 euros)

 

Saber mais »

LemonShot

"Ground Control", de Anna Minton

LemonShot

Os condomínios fechados, a videovigilância, a privatização do espaço público e os negócios imobiliários. Foi para criticar tudo isto, no que à realidade britânica diz respeito, que Anna Minton escreveu este livro. As políticas governamentais, à esquerda e à direita, seguidas na Europa são decalcadas da realidade americana, analisa a autora. Para ela, os condomínios fechados, longe de acabarem com a insegurança, fomentam um espírito de desconfiança e de alarme em quem aí vive. Anna Minton foi jornalista do "Financial Times" e hoje trabalha como consultora de revistas e empresas de arquitectura e urbanismo. Este é o seu primeiro livro.

(ed. Penguin; 15 euros)

 

Saber mais »

Exposições

Jesper Just na Gulbenkian

“Não gosto de ser classificado como artista queer”

LemonShot

O dinamarquês Jesper Just, de 35 anos, é considerado um dos mais importantes vídeo-artistas da actualidade. Desde o início deste de Outubro, apresenta, pela primeira vez em Portugal, sete vídeos da sua autoria – no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. A Lemon Shot fez quatro perguntas a Jesper Just, via 'email'.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

É a primeira vez que se apresenta em Portugal. Para quem não conhece nada do seu trabalho, como o descreveria?

As histórias dos meus filmes não são lineares como as do cinema convencional. Tento criar personagens multifacetadas, cujo comportamento fuja a lógicas pré-estabelecidas. Daí que seja difícil descrever os meus filmes. A ideia de que tudo fácil de entender, de que há uma narrativa, é precisamente aquilo que tento combater. Cada vídeo existe por sim, ainda que haja aspectos que passam de uns para os outros. Mas cada trabalho é uma peça individual, sem dúvida. O que falta nas imagens da sociedade contemporânea que chegam ao grande público é a singularidade das pessoas. Aquilo que os meus vídeos partilham entre si é justamente essa noção da personagem sub-representada.

Críticos e programadores dizem que o seu trabalho gira à volta da homossexualidade e ajuda a quebrar os tradicionais papéis de género. Considera-se um artista queer?
Não gostaria de ser classificado como artista queer, embora esteja muito interessado nas chamadas identidades queer, ou seja, em todos os assuntos ou pessoas não normativos. Acho que a palavra queer tem a vantagem de ser muito abrangente. Agora, apresentar-me como “artista queer” ou “artista que lida com a temática queer” só serve para restringir o meu trabalho e a forma como ele é recebido pelo público. É uma grelha de interpretação que me parece muito pouco útil e da qual não gosto.

 

A masculinidade, muito presente nos seus vídeos, pode ser vista como uma negociação permanente entre os homens e a sociedade, uma característica nunca adquirida que precisa de ser constantemente relembrada e construída. Concorda?
É, de facto, uma realidade pouco pacífica que precisa de uma negociação permanente, umas vezes de forma mais explícita, outras menos. Até certo ponto, sinto que um aspecto crucial do meu trabalho é contribuir para essa negociação. Exploro imagens da masculinidade e da não masculinidade, pelo que estou a pô-la em causa e aos seus significados.

 

Que método de trabalho utiliza? Como escolhe os actores, onde gosta de filmar, quantas pessoas trabalham consigo?
O meu ponto de partida é geralmente o local onde quero filmar. Escolho sítios que tenham uma história própria, embora acabe sempre por perceber que esses sítios têm muito mais histórias e significados do que aquilo que pensava inicialmente. É a partir da história do local de filmagem que começo a criar a minha história, que tem tanto de ficção como de realidade. Só depois disso é que começo a criar a atmosfera e o cenário para a interacção entre personagens.

 

A exposição de Jesper Just pode ser vista de Terça a Domingo, das 10h00 às 18h00, no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. Entrada gratuita. Até 18 de Janeiro de 2010.

 

 

LemonShot
Personagens de "A Voyage In Dwelling" (2008), um dos sete filmes que Jesper Just apresenta pela primeira em Portugal

 

Música

MPHO

Eis o projecto de uma só mulher: Mpho Skeef. Ela faz parte de uma nova geração de mulheres negras que vivem em Londres e se recusam a ser apenas mais um nome do R&B, hip-hop ou grime – escrevia um crítico de música do "Guardian", em Maio.

 

A música de Mpho Skeef não tem estilo definido nem gosta de estereótipos raciais ou de género. “Box N Locks” faz parte do álbum de estreia, "Pop Art", que sai este mês.

Kings of Convenience

O duo norueguês tem um novo disco, "Declaration of Dependence", e vem apresentá-lo ao vivo a Portugal: no Theatro Circo, em Braga, dia 2 de Novembro; e Coliseu de Lisboa, dia 4. “Boat Behind” é um dos novos temas.

Midnight Juggernauts

Novo álbum e 'single': "This New Technology".

Cinema

Sophie Marceau e Monica Bellucci juntas no grande ecrã

LemonShot

Jeanne (Sophie Marceau) “começa a notar estranhas alterações na sua casa e na aparência daqueles que a rodeiam”, lê-se na sinopse. Mas ninguém à sua volta parece dar por isso. “Uma fotografia leva-a a procurar uma mulher em Itália. Aqui, metamorfoseada noutra mulher (Monica Belluci), Jeanne irá descobrir o estranho segredo da sua verdadeira identidade.”


Realizado por Marina de Van (argumentista de "8 Mulheres", de François Ozon), "Não Olhes Para Trás" fez parte da selecção oficial do festival de Cannes deste ano. Vai ser exibido no Porto, a 25 de Outubro (C. Cidade do Porto, às 22h00), e em Coimbra, a 7 de Novembro (Teatro Gil Vicente, 23h30) – como parte da programação da Festa do Cinema Francês.

Queer Lisboa

  • Crónica

Co(r)pos

LemonShot

A cena repetia-se em tantos filmes que lhe parecia francamente improvável que pudesse tomar forma na vida real. Um desaire dar origem a um desabafo ébrio ao balcão, perante um sensato empregado de bar, era uma muleta de argumentista desinspirado e nunca seria um episódio protagonizado por ele próprio. Enganou-se. Deslizou quando achou que os vinte e três metros de diâmetro da copa do cipreste do Príncipe Real eram quanto bastasse para dar protecção a um amor que tinha começado de joelhos. Sucumbiu ao discurso de quem o mandou ler signos e ascendentes, acreditou que iam passar a estar os dois de pé e que os outros seriam figurantes da longa a que também tinha direito. Pena o outro ser pouco dado ao cinema e ter preferido voltar a rondar a árvore grande, três semanas mais tarde. Maldito o amigo da noite e suas insónias, sem as quais os movimentos sincopados do inconfundível boné, ao nível da cintura de um mitra, não tinham sido detectados e fielmente relatados, via mensagem escrita. E fraca ciência a dos astros, pensou ele, enquanto mais um copo e mais um esquece lá isso lhe eram servidos, como nos filmes, pelo empregado do bar.

 

António Almada Guerra

autor do blogue Cálssio (do meu ócio) »

Abertura

Frases

“Um travesti está todos os dias rodeado de pessoas embriagadas dentro de um bar, que vivem o dia-a-dia e vão ali descarregar as suas mágoas e frustrações. Essas pessoas projectam em nós aquilo que gostariam de ser e por isso dizem que somos as rainhas da noite e as maiores. Se eu fosse acreditar nisso, viveria numa mentira.”

 

Fernando Santos (Deborah Kristal); Time Out Lisboa, 16 de Setembro de 2009

“As pessoas pedem um jogador expoente. Ele veio, é o Fernandão. Agora começaram a criticá-lo. Parece que o grupo está com ciúme. Homem com ciúme é veado. Eu não trabalho com homossexuais, trabalho com homens.”

 

Hélio dos Anjos, treinador da equipa brasileira de futebol Goiás Esporte Clube; site Mais Futebol, 17 de Setembro de 2009

“A estigmatização da sociedade é que cria obstáculos à homoparentalidade ou à adopção por homossexuais.”

 

Vanessa Ramalho, autora da tese de mestrado Homoparentalidade: Estudo da Adequação Homoparental; Diário de Notícias, 5 de Outubro de 2009

“É claro que os pais gay e as mães lésbicas não são nem melhores nem piores que os hetero. Mas no campo da adopção – não no da reprodução – quando os casais de gays ou de lésbicas puderem adoptar, passarão pelos mesmos screenings de qualidades parentais que os candidatos hetero. E o que interessa é que esses testes e avaliações não tenham preconceitos homofóbicos (nem, obviamente – mas onde é que isso acontecerá? – heterofóbicos).”

 

Miguel Vale de Almeida, em reacção a esta notícia do DN;

blogue Os Tempos Que Correm, 9 de Outubro de 2009

"Quando dois homossexuais decidem viver juntos o que prevalece ao longo do tempo é um projecto de companheirismo mútuo e onde as questões eróticas, sexuais muitas vezes não conseguem ser formatadas e a fidelidade assegurada. Neste sentido o casamento homossexual pode ser algo contra-natura."

 

Álvaro Pombo; Ípsilon (Público), 9 de Outubro de 2009

Revistas do mês

LemonShot

 

Orgulho ‘hetero’. “Acho que o meu pénis é maior do que a média, mas nunca o comparei com outros, não tenho interesse nisso. Na verdade, nem sei qual é a média.” Assim fala um fotógrafo holandês, Lard Buurman, entrevistado pela "Butt" por ser… heterossexual. Este trimestre, a revista é toda ela dedicada a temas heterossexuais, mas a piscar o olho ao público gay de sempre. Tony Ward, ex-modelo e ex-namorado de Madonna (diz ele), é outro dos entrevistados. Ao contrário de Lard Buurman, Tiny Ward não se importou de posar nu para os leitores "Butt".

LemonShot

 

Transexuais. A estilista Donatella Versace faz capa ao lado do modelo e actor Paul Sculfor. Mas não é a entrevista com ela, no interior, o que mais chama a atenção neste número da americana "Out". O que chama a atenção é a reportagem feita na clínica da cirurgiã Marci Bowers, responsável por mais de seis operações de mudança de sexo por semana – na sua maioria, homens para mulheres. Marci Bowers vive e trabalha na pequena cidade de Trinidad, Colorado, EUA. Também ela é transexual, escreve a "Out". As operações custam cerca de 22 mil dólares (um pouco menos em euros) e é preciso um ano para conseguir vaga.

LemonShot

 

Militares. O que podemos fazer pela nação? A "Monocle" faz a pergunta e dá a resposta, com reportagens em Espanha, na Suécia, Finlândia, Suiça e Noruega. As três foto-reportagens que fecham a revista não podiam ser mais homoeróticas: mostram como funcionam as forças armadas da Finlândia, Suécia e Suíça. A juventude, as fardas, a testosterona, os recrutas em marcha, em grupo, em exercícios, em testes médicos – está lá tudo o que a "Monocle" bem sabe que interessa a muitos leitores.

Abertura

Lisboa

Cafés & Bares

Bar 106
Rua de São Marçal, 106/108.
21 342 7373.
21.00-02.00.


Água no Bico
Rua de São Marçal, 170.
21 347 2830
21.00-02.00


Chueca
Rua da Atalaia, 97.
19-03h.


Clube da Esquina
Rua da Barroca, 30
21 342 7149
21.30-02.00.


Favela Chic
Rua do Diário de Notícias, 66
Ter a Dom, 21.30-03.00


Le Marais
Rua de Santa Catarina, 28 (Adamastor)
21 346 7355
Dom-Qui,12h/2h; Sex-Sáb,12-04h


Les Mauvais Garçons
Rua da Rosa, 39
Seg-Dom, 12-01h


Mar Adentro
Rua do Alecrim 35
21 346 9158
Seg-Sex, 10.00-23.00; Sáb, 13.00-01.00.


Maria Caxuxa
Rua da Barroca 6-12
21-02h


Portas Largas
Rua da Atalaia, 103/105
20-03.30h


Purex
Rua das Salgadeiras, 28
21 342 1942
23.00-04.00


S&S
Calçada da Patriarcal, 38
Sex-Sáb, 21-04h


Sétimo Céu
Travessa da Espera, 54
Seg-Sab 20-02h

Discotecas
Bric-a-Bar
Rua Cecílio de Sousa, 82/84
21 342 8971
22-06h. Encerra à Seg e Ter


Finalmente
Rua da Palmeira, 38
21 346 9158
Todos os dias, 22-05h


Frágil
Rua da Atalaia, 126
21 346 9578
Qua-Sáb 23.30-04h


Lux
Av. Infante D. Henrique, Armazém A
Terça a sábado das 22h00 às 06h00
218820890


 


Maria Lisboa
Rua das Fontainhas, 86 (Alcântara)
Sex, Sáb e vésperas de feriado, 23.00-06.00
21 362 2560


Mister Gay
Qta da Silveira, Via Rápida Sobreda (Monte de Caparica)
Sex-Sáb, 00-06h; vésperas de feriado


Trumps
Rua da Imprensa Nacional, 104 B.
21 3971059
Sex-Sáb, 23.45-06h

Restaurantes
Charcutaria Francesa
Rua Manuel Bernardes, 5 A/B (Praça das Flores)
91 758 8281
Ter-Sáb 20-00h


Frei Contente
Rua de S. Marçal, 94
21 347 5922
19.00-02.00



 

 

 

 

Lx It – Lisbona Italiana
Rua das Gáveas, 15
21 343 2184
Seg-Sáb 12-02h; Dom 19.00-02.00


Stasha
Rua das Gáveas, 33
21 343 1131

Outros
Casa do Bairro (bed-and-breakfast)
Beco do Caldeira, 1 (junto à rua Fernandes Tomás; Santa Catarina)
www.casadobairro.pt


ContraNatura Sex Shop
Rua Nova da Trindade, 26 A
21 342 4126
Todos os dias, 11.00-02.00


Labyrinto Clube Privado

Rua dos Industriais, 19
96 400 2325
Todos os dias, 16.00-02.00
www.labyrinto.com



 

 

 

 

Les Suites du Bairro Alto (bed-and-breakfast)
R da Rosa, 35
91 230 0132


My Rainbow Rooms (bed-and-breakfast)
21 842 1122.

www.myrainbowrooms.com